Alckmin vê ação para 'dizimar a oposição'



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem haver uma "ação para dizimar a oposição" no País e negou que o PSDB passe por uma crise, apesar de o partido não ter conseguido fechar acordo para indicar o novo secretário-geral da legenda no Estado.

Com o impasse na convenção, a tarefa de definir a direção do partido em São Paulo foi adiada para quinta-feira. Foi eleito apenas o presidente tucano, deputado estadual Pedro Tobias, num acordo chancelado pelo governador, que previa a concessão da secretaria-geral para os deputados federais. O atual ocupante do cargo, César Gontijo, no entanto, não aceitou retirar a candidatura. Depois de negociações permeadas por bate-bocas, a decisão foi postergada para evitar novo racha.

Alckmin negou, porém, que o partido passe por um racha: "Tem crise porque um quer ser da Executiva, outro do diretório. Mas sempre foi assim", justificou. Depois atacou, sem citar nomes, os que "querem nos responsabilizar pela crise na oposição". "É inacreditável", completou.

Para uma plateia de 300 pessoas, na Assembleia paulista, o governador afirmou haver "uma ação para dizimar a oposição, destruir o DEM, enfraquecer o PPS e o PSDB, onde ele é mais forte, que é São Paulo". E completou: "E são os tucanos que não se entendem? É maquiavélico demais". Na avaliação de Alckmin, não é fácil fazer oposição num País onde "sugam o aparelho do Estado como carrapatos grudados na máquina pública".

Já o ex-governador José Serra admitiu uma crise no PSDB, mas por razões distintas das disputas internas. "O problema não é disputa de diretório, atrito aqui ou acolá. A questão básica é honrar votos que o PSDB teve no Brasil inteiro." Serra disse que falta o partido defender suas propostas. "Isso tem faltado", advertiu o tucano, para quem o PSDB não deveria perder tempo com "embates menores" e "antecipações irrealistas de 2014" e com a "lógica da futrica, que só serve aos adversários".

Fonte: Agência Estado

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